rede 100canais de jornalismo cultural independente

Troquei de idéia. Já existem muitos locais de crítica à imprensa. E todos nós do 100canais podemos listar uns três ou quatro. Mas o que não há ainda é um lugar em que possam ser trocadas experiências sobre novos formatos de trabalho jornalístico. Com esse enfoque, passamos da crítica às notícias à crítica das condições de produção das notícias, isto é, o dia-a-dia das redações.
O título do tópico é também um dos itens da Carta das Responsabilidades dos Jornalistas (aberta a qualquer participação e ainda em elaboração), em discussão pela Aliança Internacional dos Jornalistas. As redações são hoje um dos espaços mais hierarquizados e sem discussão; o mais próximo da troca de idéias que lá ocorre é a distribuição de tarefas.
Já que queremos e vamos em vários níveis trabalhar juntos, creio ser saudável uma discussão sobre os intestinos da redação. Devemos apontar exemplos do que acreditamos vicioso em nosso cotidiano e sugerir e anotar exemplos de como novas relações internas possam ser criadas, mantidas e proliferadas entre as redações.

Tags: redação

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Respostas a este tópico

A BBC de Londres publicou nesta segunda-feira uma pesquisa em que os brasileiros se mostram bem preocupados com a concentração da propriedade dos meios de comunicação.
Os pesquisados também avaliam as TVs comerciais como melhores que as públicas.
Vale uma olhada.
CLICA

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a reflexão que faço com a provocação do alessandro é na busca dos porquês então dos raríssimos canais para se discutir a propriedade cruzada dos meios de comunicação. e esse debate qualitativo entre emissoras públicas e privadas? não sei se é o caso de fazê-lo. entendo que as emissoras públicas têm um papel que não tem como finalidade grandes massas, deve ser experimental e procurar sentido nas expressões que não encontram espaços nos meios comerciais, logo as minorias que não fazem parte da lógica de economia de consumo..

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Que legal! Bom LINK! Obrilgada!
Gravei o artigo "Mendoza e a revolução falhada" no meu pen drive para les com calma em casa. Saiba que Notícias de Gurb de Eduardo Mendoza foi um dos meus primeiros livros de "cabeçeira"!!
Bjo!

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Acredito que toda ação reativa é, em algum nível (muitas vezes em sua totalidade), impotente. Posso sentir com muito pesar este nível de impotência, por exemplo, neste meu comentário. Mas é preciso transcender esta fase inicial da negação - sem desvalorizá-la, afinal, é da indignação que em casos como este, surge a força criativa. Porém, se o próximo passo não for dado, corre-se o risco de entrar num looping. É fato que a crítica é muito deliciosa, viciante, muito mais que a construção. E quem é vacinado contra este tipo vício corre perigo também de se perder no caos momentâneo proveniente da destruição da velha ordem. Então, minha contribuição para esta discussão, generosamente iniciada pelo colega, seria algo mais ou menos assim:

Antes de destruir um modelo hierárquico, precisamos ter bem claro este novo modelo horizontal. E vice-versa. Como aqueles caras que trabalham com demolição de edíficios. Tão importante quanto saber o que se quer (o prédio demolido e uma nova construção no lugar), é importante conhecer a estrutura velha tão bem quanto quem a construiu. Ousaria dizer que é preciso ter carinho com o prédio velho. Ter consciência de que ele não é um inimigo - é apenas um modelo que não serve mais, mas que quando foi construído tinha um sentido tão sagrado quanto tem o sentido de um prédio novo. É necessário método, preparação, testes, simulações, experiências...E então, precisão. Sem isso, o prédio velho não cai totalmente e as ruínas que sobram se revelam muito bonitas, tão lindas que passamos a contemplá-las eternamente.

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