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"Após a lamentável ocorrência do último dia 20, o prof. Luiz Marques, que foi curador do Masp, lançou o site SOS Masp, criado com a intenção de pedir a intervenção estatal no Museu de Arte de São Paulo.

Envio-lhes a minuta de um documento, a ser subscrito coletivamente na forma de um abaixo-assinado, intitulado: SOS MASP. Apelo aos Poderes Públicos.
Apoio tão oportuna proposta para o Masp e quem desejar subscrevê-lo, por favor, entre no site www.sosmasp.com.br"

Tags: arte, culturaemercado, masp, museu, patrimônio, pauta

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Respostas a este tópico

já passou da hora de Cultura e Mercado pegar essa questão. lembro de quando na Carta Maior Luiz Marques já se manifestou contra o que vinha acontecendo há doze anos no museu. a matéria é de julho de 2006. era ano de eleição de diretoria, e acabou que Julio Neves continua na presidência do Masp. por onde entende que deveria caminhar uma cobertura sobre as questões do Museu, Badah?

outras idéias de coberturas para cultura e mercado são bem-vindas..

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Salve Yoda,

Não me aprofundei ainda muito na questão, apesar de achá-la escandalosa. Lembro do que já foi publicado sobre a crise do Masp desde 2006, principalmente sobre os intermináveis problemas de gestão. Acho que há duas questões principais, aliás, as mesmas que dão nome a CeM

Cultura - O roubo nada mais é que a sequencia derradeira da crônica de uma morte anunciada. É efeito de uma má gestão e principalmente da percepção que temos de "obra de arte". Perceba que as últimas notícias vinculadas na grande mídia tratam o assunto como se fosse uma simples questão criminal ou de segurança pública. O Portinari filho chegou a mencionar a possibilidade de pedido de resgate!!! Se fosse um Van Gogh, talvez os sequestradores pudessem até enviar uma orelha decepada como aviso... Enfim, só a imprensa alternativa vem batendo na tecla da gestão. Na grande imprensa, a obra de arte é tratada como algo valioso financeiramente, como um patrimônio financeiro. Trata o roubo do Masp como se fosse um assalto a banco. Não há debate sobre o que de fato significa um patrimônio artistico e histórico, do gesto registrado em uma época que jamais poderá ser repetido novamente e por isso, não há preço! Acho bacana esclarecer esta questão com especialistas.

Mercado - Bom, se alguém rouba é porque alguém compra. Na linha "Tropa de Elite", pode-se investigar quem compra, para onde vai, investigar esse mercado negro da arte, sua relação com o mercado aberto. Como funciona? O que pessoas que compram peças artísticas querem com isso. Há um mercado aberto da arte, e ele reflete o negro. Podiamos perguntar a marchands, colecionadores, críticos de arte, artistas, museólogos, talvez antropólogos, e historiadores ... e psiquiatras se for o caso.

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