Belo Horizonte – “Eu classifico que no mundo há dois tipos de pessoas: as que concordam comigo e gostam de mim, e às equivocadas.” Com essa frase Ariano Suassuna inicia o longa metragem “O Senhor do Castelo”, apresentado no dia 07/11, na sala Humberto Mauro, do Palácio das Artes, e conta a história e as estórias do escritor. O lançamento faz parte da Mostra Arte Viva, o projeto propõe o diálogo das expressões artísticas em suas várias manifestações.
O filme é uma produção da ONG PARA’IWA e parceiros, conta com a direção de Marcus Vilar e produção de Durval Leal Filho, e foi editado para o formato de longa metragem após pesquisa realizada em mais de 40 horas de material gravado, e após 15 anos a gravação das primeiras imagens e só pôde ser realizado graças a parceria com Ponto de Cultura.
O filme narra a trajetória de vida de Ariano Suassuna, sua luta pela identidade da cultura brasileira, e pela redução da desigualdade social e cultural. Emocionante, Ariano revive em suas memórias os momentos lúdicos da infância, marcada pela perda do pai precocemente, a sua vontade de escrever, os movimentos culturais que participou, e o seu processo criativo em cima de figuras populares que permeiam suas obras. Sua figura e o jeito simples de homem sertanejo conversar, faz com que o público interaja constante com a obra, levando facilmente do riso as lágrimas.
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